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Estresse no trabalho, você sofre desse mal?

Como começa sua semana de trabalho? Você acorda cedo empolgado pelos desafios e tarefas, ou casado e irritado, sentindo ansiedade pela dura batalha que terá pela frente? Pior ainda, quando esses sintomas aparecem no domingo, quando a noite vai se aproximando. Se você leitor se identifica com esse quadro, pode estar passando por um momento de estresse, saiba que não é uma reação pontual e sim um processo que se acumula com o passar do tempo.

Define-se o termo estresse como a pressão exercida sobre um indivíduo, em forma de carga ou energia superior à sua capacidade de resistência emocional. Dessa forma, vários fatores vivenciados podem ser considerados de natureza estressante, não possuindo uma característica isolada. É o resultado de uma somatória de fenômenos e ocorrências, se manifestando como prejuízo ou defesa.

Numa sociedade competitiva como a atual, o fenômeno do estresse generaliza-se em razão do volume de compromissos aliada a escassez de tempo para cumpri-los, ou ainda a necessidade de realizar muitas tarefas diferentes ao mesmo tempo. Nas organizações vem se tornando um problema com dimensões cada vez maiores, impactando na saúde dos colaboradores e consequentemente nos resultados das equipes.

No ambiente de trabalho, vários são os fatores e situações que contribuem para o que denominamos de estresse ocupacional, ou seja, situações desestabilizadoras, que possuem suas ligações nas relações interpessoais. Exemplo disso; são ambientes onde os funcionários estão em constante conflito, desperdiçando tempo com discussões inúteis, pouca cooperação e competição não saudável.

Não fechamos aqui, os olhos para as relações e conflitos diários no ambiente de trabalho, pois são realmente desgastantes. O maior problema, é que se trata de um sistema onde não há vencedores! A empresa perde, pois seu colaborador produz abaixo do esperado, falta por motivo de doença, ocorrem acidentes de trabalho e muitas equipes experimentam grande rotatividade de pessoas; por sua vez o fator humano apresenta-se desmotivado, com falta de apetite, taquicardia, problemas estomacais e desestabilização emocional.

Fica fácil perceber, que o excessivo esforço, que realizamos para a convivência e adaptação nas situações laborais e cotidianas, se manifestam como problemas da saúde física e emocional, Alterando os comportamentos e reações nos vários ambientes que frequentamos.

Nossas experiências no ambiente de trabalho e também como indivíduos de uma sociedade, juntamente com todo o conjunto de desafios, dificuldades e desacertos não deveriam constituir força estressante, e sim nos trazer amadurecimento emocional. Viver pressupõe estar em condições nas quais inevitavelmente o estresse se manifestará, analisando cada situação para encaixá-la dentro de limites toleráveis, convertendo cada experiência em crescimento pessoal e realização interior.

Torna-se impossível, dentro do ambiente de trabalho, determinar todos os fatores que possam impactar nos colaboradores, pois estamos fazendo referências às pessoas, que reagem de maneira diferente ao processo de estresse, tanto em sua parte biológica como psicológica. Entra em cena, a importante figura do gestor de pessoas! Avaliando e monitorando o fator humano, suas relações e resultados; incluindo as lideranças, que podem também estar em forte estado de estresse, sendo por outro lado, de forma até involuntária, causadores do mesmo em suas equipes.

A percepção e o reconhecimento do quadro de estresse, instalado dentro do ambiente corporativo, é o primeiro passo para a mudança! Pois começa a busca por ferramentas, para se investir em relações mais saudáveis, valorizando as pessoas, mostrando o significado e importância de cada função, bem como clareza na comunicação e transparência com responsabilidade dentro das equipes.

O colaborador também necessita fazer sua parte, afastando a ideia de ser uma super máquina, pois inevitavelmente passará por situações estressantes; precisa dessa forma, recarregar suas energias, revitalizando seu sistema físico e psicológico que podem estar momentaneamente afetados. Soluções como: alimentação regular e balanceada, exercícios físicos, técnicas de relaxamento, repouso, administração do tempo livre e lazer, devem ter espaço obrigatório em sua agenda.

Sair da situação de estresse é um exercício diário, modificando em primeiro lugar a maneira de pensar e agir, trabalhando com reflexões saudáveis e otimistas. Proponho a você o seguinte exercício: faça uma lista de todos os fatores que você identifica como: dificuldades em seu trabalho, pode estender também para outros campos: pessoal, financeiro, saúde. Acorde quinze minutos mais cedo que seu horário habitual, coloque uma música, de preferência relaxante, e ponha-se a pensar em cada situação de forma isolada.

Buscando soluções, perceba qual o sentimento que aparece quando cada situação, no plano mental está resolvida, agora é colocar em prática esse plano de ação, para buscar essa sensação positiva no futuro.

Você obterá resultados positivos em menos de uma semana, pois começará a administração do processo de ansiedade, dentro de limites naturais e próprios de cada ocorrência, percebendo que todo processo exige um tempo próprio para se realizado. A educação mental e a identificação das estruturas e sentimentos é o primeiro passo para superação de qualquer mecanismo estressante; Sucesso para você!

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