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Cuidando dos Nossos Novos Líderes

No mundo empresarial o tema liderança é sempre muito comentado, da mesma forma, encontramos facilmente vários textos, artigos e livros sobre o assunto. Na prática, percebe-se a preocupação das empresas, independente de seu tamanho, com a sucessão de cargos e posições de liderança.

As empresas por sua vez, possuem inúmeros recursos para buscar no mercado, profissionais que se encaixem no perfil de liderança desejado. Logicamente esse profissional disponível, deve possuir experiências de sucesso e características para fazer seus liderados crescerem, se desenvolverem, mantendo ainda um clima de motivação e harmonia.

Mas, eu gostaria de chamar atenção para aquilo que denomino de: o líder de amanhã, aquele profissional dentro de nossa empresa, aquela joia ainda não totalmente lapidada. Faço referência aquele líder de produção que até pouco tempo atrás, estava na produção, ou aquele gerente de vendas, que tempos atrás vendia ou estava dentro de um balcão de atendimento.

Ao mudar de função dentro da mesma organização, é claro que esse profissional está tendo reconhecimento pelo seu desempenho, dedicação ou mesmo por determinada habilidade desenvolvida, porém, imaginar que só o conhecimento desse profissional será suficiente, afinal ele é o melhor de sua função, levará com certeza a resultados não desejados. Devemos lembrar: novas funções, novos desafios.

Nesse processo, é importante que a empresa situe seu novo líder no quadro de trabalho, desvinculando-o da prática, orientando sobre a melhor maneira de alocar seu tempo para suas atividades do dia a dia, além de fornecer informações sobre seu desempenho.

Porém, para liderar com sucesso deve-se ir mais adiante, deve se preocupar com as pessoas, desenvolver relacionamentos profissionais de confiança, ter capacidade de inspirar e fazer com que a equipe liderada busque objetivos comuns, aprender a lidar com pessoas e não só com procedimentos técnicos.

A questão não é conseguir apenas que determinado trabalho seja realizado, e sim criar bons relacionamentos, desenvolver a habilidade de se estabelecer rapport. Essa palavra é bastante utilizada na Programação Neurolinguística, considerada como um de seus pilares, pode ser compreendida como a essência da comunicação bem-sucedida, onde se cria um ambiente de receptividade e respeito ao que a outra pessoa está dizendo, embora você não tenha que necessariamente concordar com o conteúdo do que está sendo dito.

O desenvolvimento de novos líderes deve deixar claro, as melhores práticas aos olhos da empresa, mas deve incluir necessariamente, ferramentas para desenvolvimento e controle emocional, onde recursos como a qualidade do relacionamento, a congruência pessoal e o alinhamento de palavras e atitudes, sejam adequados para cada situação.

Culturalmente, algumas empresas acabam abrindo mão de treinamentos da ordem pessoal a favor dos mais técnicos, porém, devemos lembrar que a base é o ser humano, são eles que vão produzir os resultados desejados e o líder nesse processo, principalmente aquele que está buscando uma nova identidade, deve estar emocionalmente preparado.

Sabemos que os colaboradores são o principal recurso competitivo de uma empresa, dessa forma, pessoas que possuem um bom relacionamento interpessoal levam vantagem na hora de liderar, caso contrário correm o sério risco de se tornarem apenas chefes, ou ainda perder um excelente colaborador e ganhar um péssimo líder.

Sendo assim, podemos fazer a seguinte reflexão: Como estamos cuidando dos nossos novos líderes e de seu processo de transição? Investir nessas pessoas, através de treinamentos é uma excelente alternativa, pois isso refletirá diretamente na equipe de trabalho, trazendo resultados e sucesso profissional.

Os tempos são outros, a velocidade das informações e o mercado competitivo exigem profissionais preparados para uma série de desafios, mas mais do que nunca preparados para lidar de forma eficiente com pessoas e seus diversos comportamentos.